Economia solidária, uma nova alternativa

Alunos e trabalhadores procuram criar formas de gerar rendas com projetos comunitários
Edson Mariano da Silva*

 

Criar meios para gerar empregos; trabalhar rumo a um futuro melhor; preocupação com o bem-estar das pessoas. Essas são algumas propostas da economia solidária. A temática foi exposta na quarta-feira, 13 de agosto, no primeiro dia da Semana de Economia da Farnorpi. Felipe Pateo, economista, coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade de São Paulo (ITCP-USP), foi quem falou sobre assunto.

 

Segundo Pateo, que também é pós-graduando em economia solidária pela Unicamp, esse tipo de atividade se consolida a partir de três pontos: o religioso, o anarquismo e o marxismo. “O aspecto religioso é aquele que preserva valores solidários, em seguida o anarquismo, ou seja, uma autogestão, e por fim a análise marxista sobre o conceito de exploração”, explicou. A ITCP-USP é a junção do empenho de alunos da USP auxiliados por professores, que dão apoio às iniciativas da comunidade. Com isso é possível unir o conhecimento técnico dos alunos ao saber prático dos trabalhadores.

 

A incubadora, além de apoiar e incentivar os mais diversos empreendimentos, também trabalha com a interdisciplinaridade, alunos de outros cursos, além dos de economia, atuam em conjunto. Segundo Pateo , o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Caritas, são colaboradores nos projetos da ITCP-USP. “Por exemplo, o MST viu que não bastava dar terras para os trabalhadores, mas é necessário ensiná-lo a gerar rendas”, disse o economista.

Do ponto de vista de Ricardo Aparecido de Oliveira, aluno do quarto ano de economia na Fanorpi, já existem no Norte Pioneiro algumas iniciativas parecidas com as que são propostas pela economia solidária. “Há certas cooperativas, como por exemplo, a dos catadores de papel em Jacarezinho, que se aproximam da economia solidária. A diferença é que ninguém despertou ainda para algo de nível profissional como a UTCP-USP”, comentou Oliveira.

As incubadoras são trabalhos de extensões realizados pelas universidades em parcerias com alunos e trabalhadores. A mais próxima de Santo Antonio da Platina é a incubadora de Ourinhos, interior de São Paulo. No momento há 40 universidades envolvidas com projetos de economia solidária e 80 incubadoras em todo o Brasil. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.itcp.usp.br.

 

* Edson Mariano da Silva
4º Ano de Jornalismo
Disciplina: Jornalismo Especializado
Prof.: Marcel Fonseca Carvalho